
A última campanha publicitária para a marca de cervejas Brahma foi marcada não por uma novidade criativa que fosse capaz de mudar o saturado repertório de anúncios de cerveja da propaganda brasileira, mas por um tom de ofensa que gerou polêmica entre homossexuais e consumidores de cerveja.
O comercial começa com o cantor Zeca Pagodinho sentado numa mesa de bar, acompanhado por duas belas mulheres (que para variar, não têm texto). Ele comenta sobre o "Happy-hour" e sua tradução para o português "Hora-Alegre". O detalhe fica por conta de como se trata esse termo "Hora-Alegre". O vídeo segue com situações onde dizer "Hora-Alegre" seria algo ridículo. Estas situações sugerem que usar o termo "Alegre" estaria relacionado com a "alegria" homossexual e o próprio significado da palavra "Gay". O erro segue até o cúmulo da cena onde todos no bar desdenham o homem que diz estar numa "Hora-Alegre" como se ele fosse gay. Detalhe, o comercial sugere que neste bar não há gays, já que a opinião sobre "Hora-Alegre" é unânime entre os consumidores da cena. Veja o anúncio aqui: http://www.youtube.com/watch?v=czHnlEHbLIs
A reação dos homossexuais foi a mais lógica: repúdio. A homofobia é evidente no anúncio da AMBEV, e diante disso resolvi manifestar minha indignação de consumidor enviando um e-mail para AMBEV. Como eu recebi uma resposta pronta (padrão) do departamento de atendimento ao consumidor, eu não me intimido em mostrá-la na íntegra aqui em O Comuna:
"Obrigada pelo seu contato, ele é muito importante para nós!
O seu e-mail foi recebido com muita atenção.
A Zeca-Hora é a hora dos amigos, do bate-papo, da diversão, sendo a campanha destinada a todos os consumidores, sem qualquer distinção. A Brahma é uma marca democrática, que fala com todos os consumidores e não faz nenhum tipo de discriminação.
Por Mael Ramos.
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